Leitura possibilita troca de experiências entre estudantes do Colégio Notre Dame e membros da Associação Passofundense de Cegos
2 de junho de 2016 Notícias, Portal

Na sexta-feira (20), os estudantes matriculados no 7º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Notre Dame receberam a visita de membros da Associação Passofundense de Cegos (APACE), para uma manhã de aprendizado e de troca de experiências. O encontro foi motivado pela leitura da obra “O Grande Desafio”, escrita por Pedro Bandeira e na qual as dificuldades e habilidades das pessoas com deficiência visual, além de suas estratégias de localização e do uso dos sentidos remanescentes são narrados.

Notre-Dame (33)Depois de terem lido o livro, os educandos levantaram, em sala de aula, diversos questionamentos sobre a deficiência visual, que envolviam questões como quais são os motivos que levam à cegueira ou à baixa visão, como se dá o uso do alfabeto Braille, qual a noção das cores entre os portadores da deficiência, se eles sofrem preconceito e como se manifesta, como o transporte público é utilizado ou se há possibilidade de prolongar os estudos. Essas e as demais dúvidas foram sanadas, durante a visita à instituição de ensino, pelos associados à APACE, que, ainda, esclareceram qual a atuação da entidade. Os visitantes ainda oportunizaram aos estudantes a experiência de vivências comuns aos deficientes visuais.

Notre-Dame (2)Eles tiveram, por exemplo, contato com o reglete, um dos primeiros instrumentos criados para escrever em Braille. Enquanto escreviam nomes, utilizando a ferramenta, os educandos perceberam um dos desafios enfrentados pelos portadores de deficiência visual: escrever da direita para a esquerda e ler da esquerda para a direita. Além disso, por meio da atividade, os adolescentes puderam conhecer mais o alfabeto no qual 6 pontos formam 63 sinais diferentes, que representam letras, números, fórmulas e notas musicais.

Ainda, com os olhos vendados, os estudantes verificaram, na prática, como é o deslocamento sem o uso da visão ou como é passar um objeto a um colega. Desse modo, de acordo com a educadora Fernanda Giancchini, os estudantes foram incentivados a ser empáticos com aqueles com capacidades e limitações diferentes das suas. “Acredito que eles irão combater o preconceito e ficarão mais atentos e dispostos a auxiliar como podem, caso encontrem um deficiente visual na rua, na parada de ônibus ou no supermercado, pois perceberam que esses lugares não são adaptados”, destaca.

Acesse a galeria de fotos:

  • Colégio Notre Dame Passo Fundo