A chama já extinta, após quinze dias mantida na pira que simbolizava a realização dos Jogos Olímpicos sediados pelo Rio de Janeiro, percorreu 237 cidades, desde o seu acendimento, em Olímpia, até a chegada ao Estádio do Maracanã, durante a cerimônia de abertura do evento esportivo.
Acesa desde 1928, de 90 a 100 dias antes de cada edição das Olimpíadas de Verão e de Inverno, a chama dos Jogos da Era Moderna remete aos primórdios da disputa, no século 8 a.C. Afinal, para os gregos, o fogo era um elemento divino, mantido em frente a seus principais templos – como o santuário onde eram realizadas as competições esportivas.
Atualmente, após o acendimento, a Tocha percorre cidades gregas até chegar à capital, Atenas. De lá, ela é transportada até o país-sede dos Jogos Olímpicos, onde passa pelas mãos de milhares de carregadores até o local de celebração do início das disputas. Esse revezamento, realizado, pela primeira vez, em 1936, faz memória a duas tradições antigas: as corridas de revezamento de tocha que eram organizadas como tributo a deuses, em Atenas, e as viagens de mensageiros pelas cidades gregas, anunciando a data dos Jogos e a “trégua sagrada” – que suspendia as guerras em curso, um mês antes e enquanto durasse a competição.
Entre as cidades que a chama percorreu, em território brasileiro, está Passo Fundo. Na noite 03 de julho, 36 pessoas conduziram o símbolo olímpico pelas principais ruas do município, seguindo o planejamento da Secretaria Municipal de Esportes, pasta ocupada por Gilberto Bellaver, que, na última semana, conversou com os estudantes matriculados no Nível III da Educação Infantil do Colégio Notre Dame sobre o símbolo e seu significado.
Durante o bate-papo, realizado como atividade de culminância do estudo sobre os Jogos Olímpicos, desenvolvido pelos educandos, o visitante – que é coordenador de Esportes e educador da instituição de ensino – também apresentou às crianças a tocha que empunhou e a camiseta que vestiu durante o revezamento realizado na cidade vizinha, Erechim.