Desde 2012, as instituições que integram a Rede de Educação Notre Dame desenvolvem o projeto “LeNDo e EscreveNDo na Escola: Uma Atitude Necessária e Sustentável”, com o objetivo de formar, entre os membros das suas comunidades educativas, leitores competentes e escritores hábeis. Para tanto, convidam educandos e os seus responsáveis, além de educadores e funcionários, a vivenciar experiências leitoras.
No Colégio Notre Dame, o convite para participar da sétima edição da iniciativa ocorreu, ainda, no início deste ano letivo, quando as obras cuja leitura seria indicada foram apresentadas aos familiares, durante as reuniões com os educadores e as equipes de Coordenação Educacional e Pedagógica. Os colaboradores do educandário, por sua vez, conheceram os títulos durante a programação preparatória para a volta às aulas.
Além de propor que imerjam em narrativas clássicas da literatura nacional e internacional, contudo, o projeto possibilita que os interessados em participar socializem suas impressões a respeito das obras e relatem o seu envolvimento com elas, como ocorreu no entardecer de terça-feira (13).
Reunidos no Espaço Alternativo da instituição de ensino, a partir de 18h30min, docentes, funcionários e responsáveis por educandos matriculados nos diferentes segmentos puderam partilhar uns com os outros as percepções e os sentimentos despertados por “O Cortiço”, de autoria de Aluísio Azevedo; “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway; “Incidente em Antares”, escrito por Erico Verissimo, e a narrativa que inspirou a temática adotada para o evento – “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna.
Além de ter sido parcialmente representada pelo Grupo de Teatro do Colégio Notre Dame, as características geográficas e culturais da região que serve de cenário para a trama contextualizaram a ornamentação do ambiente, a apresentação musical que recepcionou os participantes e, até mesmo, a atividade de socialização proposta.
Afinal, os leitores foram desafiados a representar suas impressões e experiências em textos diversos, que, posteriormente, seriam pendurados em um barbante, como são, tradicionalmente, expostos os exemplares de Literatura de Cordel – uma manifestação cultural popular típica do interior nordestino.